terça-feira, 6 de março de 2012

A Vida da Gente

Cena final do último capítulo da novela

Depois de um tempo sem escrever, hoje resolvi voltar e falar um pouco sobre uma das novelas da Globo, mais precisamente a do horário das 18h que teve seu último capítulo exibido no dia 2 de março e que mais me encantou. A novela A Vida da Gente, da escritora iniciante Licia Manzo foi, sem dúvida um dos grandes sucessos do horário. E por que A Vida da Gente fez tanto sucesso?

Diversos fatores contribuíram para isso. A direção de Jayme Monjardim, por exemplo foi o principal, as imagens da capital e serra gaúcha, além dos ótimos diálogos que Licia Manzo escreveu para os ótimos atores interpretar.

Todos tiveram seu brilho e destaque na trama. a escolha de Porto Alegre como a cidade onde se passava todo o enredo foi outro ponto positivo.

O folhetim contou a história de duas irmãs, a tenista Ana Fonseca (Fernanda Vasconcelos) e Manuela Fonseca (Marjorie Estiano), que se amavam incondicionalmente e se apaixonando pelo mesmo homem, o irmão de criação Rodrigo (Rafael Cardoso), em momentos distintos. Na adolescência Ana se envolve com Rodrigo e engravida do rapaz.

O foco principal se torna a gravidez da tenista, que quase é interrompida pela mãe e treinadora. Após algum tempo Ana sofre um acidente que a deixa em coma durante alguns anos. A partir daí é que a irmã Manuela se aproxima de Rodrigo e os dois começam a criar a pequena Julia (Jesuela Moro).

Acredito também que o sucesso da trama foi o fato de não haver vilãs que quisessem separar o “casal principal” e passassem o tempo todo tramando planos mirabolantes para que isso acontecesse. Haviam  sim, vilãs, como o caso de Eva (Ana Beatriz Nogueira), que colocava Ana em um pedestal e a treinadora Vitória (Gisele Fróes), que só pensava em vencer e em sua carreira.

Outros que se destacaram foram os atores mais experientes do núcleo da terceira idade, como a vovó Iná (Nicette Bruno) e o “namorado”, Laudelino (Stênio Garcia).

Todos souberam dar um tempero a mais no folhetim, o que não o tornou cansativo. Cada um deu seu melhor, o elenco se encaixava muito bem no que a autora propôs, que era mostrar como é a nossa vida, nossa realidade através de cada personagem.

O final foi ótimo. Mostrou como as coisas acontecem no mundo real. Não houve uma sequencia de cenas de casamento, até por que a maioria das pessoas hoje apenas vive junto. Apenas uma cena de nascimento. Cada núcleo fechou seu final com chave de ouro, eu diria.

Por fim, Manuela acabou ficando com Rodrigo, Ana com o Dr. Lúcio (Thiago Lacerda), se bem que por mim, Ana ficava com Rodrigo, Manuela com seu novo amor e o Dr. Lúcio ficava sozinho, ou arrumava um outro par, mas mesmo assim adorei o final.

As novelas devem ser assim, mais próximas do telespectador, falar mais sobre temas da realidade, mas sem exagerar, pois acabou o tempo em que as “vilãs” correm a novela toda atrás dos “mocinhos” tentando destruir o amor do casal. Hoje em dia, essa fórmula não está mais dando certo, prova disso é o sucesso de A Vida da Gente e não duvido nada se por seu talento, Licia Manzo for convidada para escrever a próxima novela das 21h.