Foto: Divulgação/Portal do RS
Bom, depois de algum tempo sem escrever, eis eu aqui que retorno. Desta vez, para falar sobre esta tragédia que ocorreu em Santa Maria, na região central do Rio Grande do Sul. Cerca de 236* pessoas morreram em um incêndio na Boate Kiss, durante uma festa universitária na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013. Mais de 100 pessoas seguem internadas em estado grave em hospitais de Porto Alegre e de outras cidades gaúchas.
Bom, depois de algum tempo sem escrever, eis eu aqui que retorno. Desta vez, para falar sobre esta tragédia que ocorreu em Santa Maria, na região central do Rio Grande do Sul. Cerca de 236* pessoas morreram em um incêndio na Boate Kiss, durante uma festa universitária na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013. Mais de 100 pessoas seguem internadas em estado grave em hospitais de Porto Alegre e de outras cidades gaúchas.
Ok, até aí, não há uma grande novidade. Apenas faço a pergunta.. o que esta tragédia serviu? Será que podemos levar de alerta para nós? Será que era preciso a morte em massa de diversas pessoas para que a gente se alertasse quanto aos perigos que as boates e casas noturnas podem causar? Sinceramente, não!
Mas não podemos escolher os planos de Deus, devemos pensar que era a hora destas pessoas que acabaram sendo vítimas desta tragédia que chocou o país. O incêndio nos serve sim de alerta. Quem entra em alguma boate ou casa noturna, verifica se há saídas de emergência devidamente sinalizadas? Verifica também se o local em que está é seguro? Ninguém, infelizmente, nem eu! Mas esta tragédia ajudou em algo, na fiscalização de casas como esta, pena que tardiamente.
Agora a polícia e profissionais começaram a fiscalizar as casas noturnas a fim de verificar irregularidades, mas acho que apenas isso não basta. Acredito que além destas fiscalizações de alvarás, saídas de emergência e outras possíveis irregularidades que podem a vir ser encontradas, os profissionais que trabalham nestes locais deveriam ser treinamos para situações, como por exemplo, esta esta que ocorreu na boate Kiss, para que no futuro não haja outras mortes em massa.
Outro ponto que quero destacar.. o trabalho da imprensa. Eu sou um futuro jornalista, já trabalhei em algumas emissoras de televisão e jornais impressos em Porto Alegre e região. Sei que muitas vezes cobrir uma tragédia é difícil para o jornalista que está ali, pois envolve emoção, uma vez que são seres humanos e todos temos sentimentos. Parabenizo os apresentadores de telejornais e os repórteres que conseguiram passar a informação e transmitir que estavam ali ao lado dos familiares, das vítimas e que passavam um pouco dos sentimentos de tristeza, emoção e ao mesmo tempo compartilhavam a dor centenas de pessoas.
Aos familiares que perderam seus parentes e amigos, desejo que consigam superar as perdas e levar a vida adiante, será difícil, ficará marcas, mas não impossível.
*Até a data da publicação (01/02/2013), o número oficial era de 236 óbitos registrados.
*Até a data da publicação (01/02/2013), o número oficial era de 236 óbitos registrados.
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