segunda-feira, 29 de outubro de 2018

O fim das eleições de 2018

Charge: Reprodução/Tribuna do Planalto

Essa eleição foi uma das mais acaloradas que tivemos e estamos vivendo.. Vimos de tudo: fake news, ódio, brigas, bloqueios em redes sociais, perdas de pessoas que "gostavam" da gente e por aí vai...
Vivemos e temos em um sistema de democracia, nem sempre o que eu acho que pode ser bom para mim, pode ser para o outro e vice-versa. Por exemplo, para mim, nenhum dos dois candidatos à presidência da república mereciam estar ali, disputando o segundo turno, aliás, nem deveriam estar participando do primeiro.
Dentre os presidenciáveis do primeiro turno, Ciro Gomes era para mim, o melhor, que mais dialogava com o que eu penso e queria para meu país, que a economia voltasse a girar... Ele era o mais preparado de todos, mas não obteve votos nem para segundo turno (aí vem a parte da democracia e que nem sempre o que eu quero e maioria também quer)...
Para o governo do estado do Rio Grande do Sul, tivemos bons candidatos, os melhores, assim como ocorreu na escolha para a presidência, não conseguiram chegar ao segundo turno. Jairo Jorge foi um dos melhores prefeitos de uma cidade da região metropolitana de Porto Alegre, mas a democracia não levou em consideração os ganhos que ele trouxe para a população do município de Canoas e o aumento econômico que a cidade sofreu...
A mesma democracia colocou para o segundo turno da disputa presidencial os candidatos Jair Bolsonaro (PSL), e Fernando Haddad (PT). Aqui no RS, a disputa ao governo foi decidida entre José Ivo Sartóri (MDB), que tentava a reeleição e Eduardo Leite (PSDB), este último, um bom candidato.
Bolsonaro é eleito presidente do Brasil. Foto: Reprodução/Facebook
Os brasileiros clamavam por renovação, queriam o PT fora, mas acabaram justamente colocando o PT para decidir a eleição, numa espécie de xeque-mate, onde com 57.797.416 ou 55,13% dos votos conseguiram eleger o candidato Jair Bolsonaro (PSL) o novo presidente do Brasil e tirar o PT de vez, pelo menos do Palácio da Alvorada. Fernando Haddad obteve 47.040.380 ou 44,87% dos votos, uma diferença de quase 11 milhões de votos, quase o mesmo número de votos brancos e nulos, que somados chegaram a 11.094.668 ou quase 10% da população não aceitariam nenhuma das opções.
Leite é eleito ao governo do RS. Foto: Reprodução/Facebook
Já nós gaúchos, mantemos nossa tradição de não reeleger o governador, o que não se torna novidade. Eduardo Leite (PSDB) foi eleito com 3.128.317 ou 53,62% dos votos e José Ivo Sartóri (MDB), atingiu 2.705.601 ou 46,38% dos votos. Podemos destacar o número de brancos e nulos, que somados chegam a 940.951 ou 13,89% dos eleitores não quiseram eleger os governantes gaúchos.
Finalizo lembrando algo que li pela internet: “Independente do candidato eleito ou de quem não conseguiu se eleger, todos perdemos... uns por brigar por política, outros amizade ou eleição”. Fico triste pelo Brasil, pois elegeram um candidato que, na minha concepção, desde a declaração de sua candidatura disseminou o ódio às minorias, não entende de economia, que é um grande ponto de atenção para tentar sair da “lama”, mas espero que ele faça o Brasil um país melhor, como afirma que irá trabalhar para acontecer.
Porém o que me deixa feliz é o RS ter eleito Eduardo Leite, mesmo sendo jovem e tendo a idade de Cristo, desde o início de sua campanha se mostrou integro, honesto, sem atacar os demais concorrentes e não é por menos que conseguiu se tornar o novo governador... Aos dois, Leite e Bolsonaro, meus parabéns pelo resultado e que consigam nos trazer a esperança que perdemos, há 4 anos...

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