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| Charge: Reprodução/Tribuna do Planalto |
Essa eleição foi uma das mais acaloradas que tivemos e
estamos vivendo.. Vimos de tudo: fake news, ódio, brigas, bloqueios em redes
sociais, perdas de pessoas que "gostavam" da gente e por aí vai...
Vivemos e temos em um sistema de democracia, nem
sempre o que eu acho que pode ser bom para mim, pode ser para o outro e
vice-versa. Por exemplo, para mim, nenhum dos dois candidatos à presidência da
república mereciam estar ali, disputando o segundo turno, aliás, nem deveriam
estar participando do primeiro.
Dentre os presidenciáveis do primeiro turno,
Ciro Gomes era para mim, o melhor, que mais dialogava com o que eu penso e
queria para meu país, que a economia voltasse a girar... Ele era o mais
preparado de todos, mas não obteve votos nem para segundo turno (aí vem a parte
da democracia e que nem sempre o que eu quero e maioria também quer)...
Para o governo do estado do Rio Grande do Sul, tivemos
bons candidatos, os melhores, assim como ocorreu na escolha para a presidência,
não conseguiram chegar ao segundo turno. Jairo Jorge foi um dos melhores
prefeitos de uma cidade da região metropolitana de Porto Alegre, mas a
democracia não levou em consideração os ganhos que ele trouxe para a população
do município de Canoas e o aumento econômico que a cidade sofreu...
A mesma democracia colocou para o segundo turno da
disputa presidencial os candidatos Jair Bolsonaro (PSL), e Fernando Haddad
(PT). Aqui no RS, a disputa ao governo foi decidida entre José Ivo Sartóri
(MDB), que tentava a reeleição e Eduardo Leite (PSDB), este último, um bom
candidato.
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| Bolsonaro é eleito presidente do Brasil. Foto: Reprodução/Facebook |
Os brasileiros clamavam por renovação, queriam o PT
fora, mas acabaram justamente colocando o PT para decidir a eleição, numa
espécie de xeque-mate, onde com 57.797.416 ou 55,13% dos votos conseguiram
eleger o candidato Jair Bolsonaro (PSL) o novo presidente do Brasil e tirar o PT de vez, pelo
menos do Palácio da Alvorada. Fernando Haddad obteve 47.040.380 ou 44,87% dos
votos, uma diferença de quase 11 milhões de votos, quase o mesmo número de votos
brancos e nulos, que somados chegaram a 11.094.668 ou quase 10% da população
não aceitariam nenhuma das opções.
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| Leite é eleito ao governo do RS. Foto: Reprodução/Facebook |
Já nós gaúchos, mantemos nossa tradição de não
reeleger o governador, o que não se torna novidade. Eduardo Leite (PSDB) foi
eleito com 3.128.317 ou 53,62% dos votos e José Ivo Sartóri (MDB), atingiu
2.705.601 ou 46,38% dos votos. Podemos destacar o número de brancos e nulos,
que somados chegam a 940.951 ou 13,89% dos eleitores não quiseram eleger os
governantes gaúchos.
Finalizo lembrando algo que li pela internet: “Independente
do candidato eleito ou de quem não conseguiu se eleger, todos perdemos... uns
por brigar por política, outros amizade ou eleição”. Fico triste pelo Brasil,
pois elegeram um candidato que, na minha concepção, desde a declaração de sua candidatura
disseminou o ódio às minorias, não entende de economia, que é um grande ponto
de atenção para tentar sair da “lama”, mas espero que ele faça o Brasil um país
melhor, como afirma que irá trabalhar para acontecer.
Porém o que me deixa feliz é o RS ter eleito Eduardo
Leite, mesmo sendo jovem e tendo a idade de Cristo, desde o início de sua
campanha se mostrou integro, honesto, sem atacar os demais concorrentes e não é
por menos que conseguiu se tornar o novo governador... Aos dois, Leite e
Bolsonaro, meus parabéns pelo resultado e que consigam nos trazer a esperança
que perdemos, há 4 anos...



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